segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O Tamanho da Couve

- Você vem de onde mesmo? São Paulo né?
- Sim.
- E lá, a couve é grande?
- Ah.. em casa tinha umas grandes sim...
- Olha, aqui , com quatro folhas a gente cobre uma casa.

domingo, 29 de agosto de 2010

"E o mais empolgante era que essas meninas tinham passados tão diferentes, tinham crenças diferentes. E algumas não gostavam das outras, mas a razão de estarem lá era para lerem aqueles livros. E através da leitura elas começaram a contar suas próprias histórias. A literatura faz duas coisas: tudo o que você não pode fazer na vida real, você pode fazer na ficção. E ela amplia as possibilidades e potenciais da vida. Eu não acho que se deva permanecer na literatura, seria como "Alice no País das Maravilhas". Você deve ir ao país das maravilhas da ficção, da poesia, da arte, e depois retornar ao mundo. E neste momento você vê o mundo com outros olhos."

Azar Nasifi - em entrevista para a tv cultura

sábado, 21 de agosto de 2010


"Well, what happens to those of us who can't create?
What do we do? What do I do when I'm overwhelmed with feelings about life?
How do I get them out?"

Woody Allen - Interiores

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A Revolução Acreana



"Há cem anos um brado de liberdade tomou conta dos altos rios e inaugurou a fase mais radical da Revolução Acreana.
Quando, no início do ano de 1899, os bolivianos tentaram estabelecer seu governo nas terras acreanas, os brasileiros que aqui viviam pegaram em armas e resistiram ao domínio estrangeiro. Foi assim na 1° Insurreição Acreana comandada por José Carvalho, na República do Acre proclamada por Galvez e na delirante expedição dos poetas, já nos idos de 1900.
Por todos esses anos, o sonho de liberdade dos acreanos foi alimentado por uma bandeira criada durante a República de Galvez. Suas cores, verde e amarelo, revelavam o sentimento de brasileiros abandonados por seu país nos confins da Amazônia. Mas a estrela vermelha, no alto do pavilhão revelava também a firme decisão de lutar por essas terras, ainda que fosse preciso derramar seu próprio sangue.
Por isso, quando Plácido de Castro reuniu em Xapuri um exército de seringueiros para deflagrar a fase mais sangrenta e radical da Revolução, mais uma vez foi empunhada aquela bandeira verde, amarela e rubra. A guerra voltava a tomar conta da vida nos seringais acreanos e foi preciso perder e vencer vários combates até o dia da vitória final:
Tomada de Xapuri - 06 de agosto de 1902
1° Combate da Volta da Empresa -18 de setembro de 1902
Combates do Telheiro e do Bom Destino - 23 e 24 de setembro de 1902
2° Combate da Volta da Empresa - 5 e 15 de outubro de 1902
Combate do Bahia - 11 de outubro de 1902
Combate de Santa Rosa - 18 de novembro de 1902
Combate de Costa Rica - 8 de dezembro de 1902
Combate de Porto Acre - 15 a 24 de janeiro de 1903
Sete messes de guerra e centenas de homens mortos. Mas, ao final, os brasileiros venceram e se tornaram os primeiros "acreanos" de nossa história. Desde então, nunca mais essa bandeira, nascida de uma Revolução, deixou de tremular soberana sobre rios e terras acreanas. "

Inscrição do Monumento do Centenário da Revolução Acreana - Rio Branco - 22 de setembro de 2002