sábado, 14 de setembro de 2013

One Art



"The art of losing isn't hard to master; 
so many things seem filled with the intent
 to be lost that their loss is no disaster. 

Lose something every day. Accept the fluster 
of lost door keys, the hour badly spent. 
The art of losing isn't hard to master.

Then practice losing farther, losing faster: 
places, and names, and where it was you meant 
to travel. None of these will bring disaster.

I lost my mother's watch. And look! my last, or
 next-to-last, of three loved houses went. 
The art of losing isn't hard to master. 

I lost two cities, lovely ones. And, vaster,
 some realms I owned, two rivers, a continent.
 I miss them, but it wasn't a disaster.

—Even losing you (the joking voice, a gesture 
I love) I shan't have lied. It's evident
 the art of losing's not too hard to master
 though it may look like (Write it!) like disaster"

Elizabeth Bishop

sexta-feira, 6 de setembro de 2013



Aquiles enfrentou seu luto por  Patroclo sujando suas mãos de sangue.  Atravessou sua própria dor pela brutalidade da guerra , pelo assassinato de Heitor, pela loucura da morte e do ódio cego.  Mais sorte ele possui,  por poder dar destino heróico e sentido à insensatez dos acontecimentos da vida. Ainda que, para isso, não tardasse a chegar o castigo dos deuses e, desse fato, a tragédia.  Porém , mais trágica que a própria tragédia é a pequeneza de espírito. Pois pobre daquele que perde seu melhor amigo para o egoísmo, o tédio , o orgulho e a vaidade.  O ato heróico é inseparável de um inimigo nobre, cujo rosto se vê. Então , o que se faz com um vilão cujo espectro é o rosto difuso da mediocridade? Antecipa-se a desistência. E louva-se a letargia: apenas morre-se aos poucos.