sábado, 22 de janeiro de 2011

Uma Homonímia Perfeita


"ACRE
Datação
1601 cf. RecCir
Acepções
■ adjetivo de dois gêneros
1 que tem sabor amargo, ácido, azedo
Ex.: o gosto a. do limão
2 de cheiro ativo, forte, penetrante
Ex.: odor a. das conservas
3 de som agudo, pungente
Ex.: o timbre a. de algumas vozes
4 Derivação: sentido figurado.
de rudeza desagradável; áspero, mordaz, ríspido
Ex.: gênio a.
5 Derivação: sentido figurado.
que provoca amargura; aflitivo, doloroso, tormentoso
Ex.: sentimentos a.
■ substantivo masculino
6 sabor acre, azedo, amargo
7 odor acre, forte, enjoativo
Etimologia
lat. acer,acris,acre 'pontudo, agudo, penetrante, azedo ao paladar, ácido, áspero, duro ao tato, estridente ao ouvido, vivo à vista, ativo ao olfato, enérgico, áspero, cruel, ardente, violento'; ver ac-
Sinônimos
ver sinonímia de amarescente e malcriado
Antônimos
ver antonímia de amarescente e malcriado
Gramática
nas acp. adj., sup.abs.sint.: acérrimo"

Fonte: dicionário eletrônico Houaiss

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

De contornos turvos
Haverá de ser o verso
Daquele que o amor perscruta
Haverá de ser falácia
Sob o véu impuro

Que o amor não se obra
Nem se move ao canto
Mas sim o tato comove
Já que amor
É tanto

sábado, 18 de dezembro de 2010

Pato Fu Radical



HIHIHIHIHIHI  :-) 

sábado, 11 de dezembro de 2010


Por John Williams

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010


"Ávidos de ter, homens e mulheres
Caminham pelas ruas. As amigas sonâmbulas
Invadidas de um novo a mais querer
Se debruçam banais, sobre as vitrines curvas.
Uma pergunta brusca
Enquanto tu caminhas pelas ruas. Te pergunto:
E a entranha?
De ti mesma, de um poder que te foi dado
Alguma coisa clara se fez? Ou porque tudo se perdeu
É que procuras nas vitrines curvas, tu mesma,
Possuída de sonho, tu mesma infinita, maga,
Tua aventura de ser, tão esquecida?
Por que não tentas esse poço de dentro
O incomensurável, um passeio veemente pela vida?

Teu outro rosto. Único. Primeiro. E encantada
De ter teu rosto verdadeiro, desejarias nada."

Hilda Hilst em "Júbilo, Memória, Noviciado da Paixão"

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Sobre um rosto e suas sardas

Porque tomaste chuva
Porque criança foras
Assim ficaste:
Enferrujaste

Este que é
Teu mais belo contraste
Ser um rosto que é só
Sem pé de igualdade

A mim restou o tempo
Esse embuste destarte
Fiquei mais que só
Fiquei com saudade

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Homenagem a meu quarto

Moro em um lugar feio. Mas crio um mundo de prazeres nos poucos metros quadrados do meu quarto. Lá fora, a rua fede, a poeira sobe. Depois chove e vira lama para que os homens se sujem todos. O sol que arde lhes tinge a pele fazendo-a transpirar. Fazendo-a envelhecer. Lá fora, onde o sertanejo vulgar toma conta da boca dos homens autômatos. Onde os bêbados reinam em seus botecos degradados; aflitos com seu tempo livre e com o parco amor de suas mulheres. Onde reina a destruição. Mas aqui no meu quarto meu corpo e minha alma se regalam. Que crio o alívio da limpeza e do bom cheiro. A temperatura amena e o silêncio cheio de paz. Onde crio a meia-luz que dá descanso a minha vista; a penumbra que me remete ao mundo dos meus sonhos. Das histórias fantásticas dos meus livros. Por aqui, as bestas se calam para darem vozes aos grandes autores e seus personagens. Eu, meus livros e minhas melodias. Eu e minhas melhores lembranças. Eu e minhas esperanças. Aqui, meu sonho reside e flana. Junto do sabor divino das castanhas.

domingo, 28 de novembro de 2010

Domingo e o Pôr do Sol


Final de tarde na fronteira entre Epitaciolândia e Cobija.

sábado, 27 de novembro de 2010

Trecho: "A Montanha Mágica"


"Não é fácil precisar seus pensamentos, visto serem obscuros e confusos, mas parecia-lhe, em suma, que a honra oferecia consideráveis vantagens, mas que a vergonha não as tinha menores, e que as vantagens desta última eram quase ilimitadas. Enquanto, a título de experiência, representava no seu espírito o papel do Sr. Albin e imaginava o que significaria ver-se definitivamente livre da pressão da honra e gozar para sempre as imensas vantagens da vergonha, assustou-se o jovem diante de uma sensação de gozo dissoluto, que lhe imprimiu às batidas do coração, por alguns instantes, um ritmo ainda mais acelerado".

Thomas Mann ( tradução de Herbert Caro)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010